Votar num determinado partido nem sempre é fácil. Para muitos até o é fazendo do seu voto um passeio de Domingo. Basta olhar para uma determinada cor não fazendo caso das promessas que são feitas antes das eleições. Basta desprezar os planos que são feitos para as desenvolver. Basta esquecer a metodologia de trabalho que x ou y partido apresenta. Basta não olhar, ou olhar cegamente, quem está na frente desse partido. Para os que não tem esses argumentos, é necessário desenvolver uma consciência política. Para aqueles que a querem desenvolver é necessário querer pensar, é preciso procurar ideais, é preciso olhar para o futuro e tentar encontrar um caminho, um brilho que chame a atenção. Posso acreditar, sem quaisquer estudos feitos nessa área, que falta por todo este mundo, muita gente sem essa consciência. Posso também acreditar que nem todos têm as mesmas possibilidades de obter essa consciência. Quando não a obtemos a bem, obtemo-la a mal. Como? Fácil. O cidadão comum é induzido ao erro, sendo-lhe contadas mentiras e por elas são manipuladas as suas opiniões. Mudar as regras do jogo ao meio, ao que melhor convém ao partido, gastar dinheiros públicos em obras desnecessárias, promover o parentesco e não a excelência são motivos mais do que suficientes para aprender a olhar para as coisas de outra forma. As vezes, isso não chega. Aí temos um sério problema de masoquismo político. É preciso desenvolver consciência política mas para isso é preciso querer pensar, chato. E mudar custa tanto…
Rúben Castro, Colaborador da AAUMa