Duarte Melim Já sei que ainda cai "o Carmo e a Trindade"… mas será que merecemos ou precisamos de uma verdadeira Autonomia? Hoje em dia, não há necessidade de haver regiões verdadeiramente autónomas, como noutros tempos em que só havia transporte de barco e as decisões dependiam de mensageiros que andavam semanas, para trás e para a frente, ou para cima e para baixo. Hoje as decisões tomam-se no minuto. Os principais órgãos do Estado, comunicam entre si à "distância de um braço". São telefones, computadores, faxes, videoconferência… etc… Se estivermos todos a trabalhar para o mesmo, não há necessidade para ser "autónomos", haver leis para uns e para outros, etc… a não ser que quem gere o País, não saiba por que dificuldades e problemas passam os ilhéus, - o que também verdade seja dita, no momento parece ser o caso - e em vez de sermos portugueses iguais, passemos a ser "escravos", como noutros tempos. Aí também sou dos primeiros a lutar pela independência. Temos uma falsa autonomia! O que nos dá uma sensação de ser autónomos e independentes, mas as coisas não são bem assim, e cada vez menos. "Ontem" fomos Portugueses, "Hoje" somos Europeus, "Amanhã"… não se sabe! Temos autonomia até que ponto? Só até ao ponto que disserem que as coisas não são assim, e que temos de fazer ao contrário, como tem vindo a acontecer. Acredito num país unido, onde separações não levam a lado nenhum. É bom precisar e ter quem nos ajude… como no 20 de Fevereiro em que muito sentimos a mão dos nossos "irmãos" continentais… Mas quando os outros precisam, não queremos dividir, como há anos atrás, quando queriam dar menos dinheiro à nossa região, e isso foi incompreendido. Autonomia pela liberdade sim, para andar endividado, não. Por estas e outras razões, por mim: Autonomia q.b. é suficiente.