Há muitos anos que o CDS-PP Madeira defende serem exageradas as verbas transferidas da Assembleia Legislativa Regional para os partidos políticos. Em legislaturas anteriores, mesmo com apenas dois deputados, fizemos a proposta de redução do "jackpot". O PSD nunca quis. Voltámos a prometer, na última campanha eleitoral, que tudo faríamos para diminuir o dinheiro que o erário público despende com as forças partidárias. Prometemos e cumprimos quando, logo em Novembro de 2011, fizemos questão de apresentar uma proposta nesse sentido, que mais uma vez a maioria rejeitou. Afirmámos então que tiraríamos consequências políticas do facto e que abdicaríamos de 30% de todo o dinheiro que recebemos, utilizando-o em apoios sociais. Nasce assim o CDS-Solidário. Nasce do cumprimento da palavra dada aos cidadãos da Madeira. Nasce também da vontade que temos de passar das palavras aos actos. De apresentar soluções que vão ao encontro das necessidades efectivas das populações. De contribuir para melhorar as condições de cidadania dos Madeirenses e dos Portosantenses. É fácil estar na oposição apenas para criticar. O CDS-PP critica quando tem de fazê-lo, mas procura que em todas as críticas, em todas as áreas, se encontrem caminhos de resposta, sem encontrem soluções. O CDS-Solidário é assim um exemplo da forma de estarmos na política. Falamos da pobreza, criticamos as más opções do Governo Regional - que investiu em obras faraónicas, algumas delas desnecessárias, mais do que investiu nas pessoas - mas procuramos mecanismos para a combater. É isso que se espera de uma oposição serena, coerente e responsável.

José Manuel Rodrigues, Presidente do CDS-Madeira