Fico extremamente satisfeito por ver notícias positivas que tendam a retirar do desânimo um povo (ou um português) já propenso ao negativismo. Destaco a melhor que ouvi, até hoje, sobre a situação israelo-palestiniana: o governo de Israel pediu auxílio financeiro ao FMI para a Autoridade Palestiniana, que se encontra em dificuldades financeiras, conforme divulgado pelo Expresso a 2 de Julho. A Terra Santa abarca locais de devoção de judeus, cristãos e islamitas de vários credos e ritos e é costumeiramente centro de conflito entre o Ocidente e o Oriente por nela habitarem grupos políticos, religiosos e étnicos diversos, com diferentes interesses justificados em milhares de anos de tradições paralelas. A paz é possível nesses territórios, basta que a Terra Santa seja o 'reino de consciência' que está no centro da filosofia do filme Reino dos Céus de Ridley Scott, sobre a queda do Reino Latino de Jerusalém antes da Terceira Cruzada do Oriente. Basta que, à semelhança do que foi relatado pelo Expresso, israelitas e palestinianos aprendam a conviver e ensinem ao resto do mundo o que significa inter-ajuda entre povos. Infelizmente o FMI não aceitou emprestar dinheiro sabendo-o destinado a uma organização não estatal para não abrir precedentes perigosos, contudo Israel não desiste de encontrar uma solução para os problemas financeiros da Autoridade Palestiniana. A Europa do espaço económico comum devia seguir o exemplo e encontrar compromissos de paz, e não de conflito.

Carlos Diogo Pereira, Colaborador da AAUMa