A última vez que a Madeira ardeu nestas proporções foi em 1419. É necessário agir depressa contra este mal que afetava o nosso meio ambiente destruindo as nossas florestas e arruinando assim uma das nossas principais atrações turísticas, a Madeira vive muito do turismo, sem ele a nossa economia sofre. Desta vez, os incêndios atingiram outros níveis, acabando por retirar às populações casas e pertences frutos de uma vida de trabalho. Há que acabar com as campanhas contra os incêndios durante o Outono. As pessoas passam o Inverno a discuti-las, na Primavera esquecem-se e no Verão é o que se vê. Mas é preciso lutar principalmente contra o fogo posto. A melhor tática de defesa é a prevenção, como tal, todo o material orgânico produzido nas nossas terras devia ser aproveitado como fonte de energia, pelo menos ardiam com propósito e reduzir-se-ia o efeito 'barril de pólvora'. O abate da acácia e do eucalipto deviam ser permitidos porque para além destas árvores serem espécies que consomem muita água são também grandes causadoras de incêndios por libertarem óleos inflamáveis durante a combustão. Posteriormente deviam ser vedados os acessos às reservas, e a segurança fornecida pela Guarda Florestal passaria a ser mais rígida. E por fim, seria imperativo que as leis que dizem respeito ao fogo posto e as respetivas penas fossem mais severas. Por último acho que deve ser iniciada uma campanha de reflorestação baseada no voluntariado e com espécies endémicas.
Tiago Neves, Colaborador da AAUMa