A maior manifestação desportiva do planeta está prestes a iniciar. Hoje o mundo está de olhos postos em Londres para presenciar, com ansiedade e curiosidade, a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2012. Como sempre as expectativas são mais do que muitas e diferentes. Se os organizadores quererão impressionar tudo e todos os atletas e treinadores, mais concretamente, vivem os derradeiros momentos para confirmarem se a planificação e o trabalho realizado nos últimos quatro anos vão permitir alcançar o resultado esperado, desejado ou sonhado. Claro que os intervenientes, nestas andanças competitivas de alto nível, têm a perfeita consciência que conquistar uma medalha olímpica, independentemente da modalidade, não é tarefa para qualquer atleta olímpico. Obviamente, que os favoritos almejam esse feito com maior firmeza e esperança, isto porque o rendimento desportivo evidenciado, em competições anteriores, assim o permite. Nada acontece por um simples acaso. Por detrás de uma presença olímpica, seja ela qual for, há sempre uma história desportiva, vivida com altos e baixos, por um vasto leque de pessoas e instituições que ao longo desse percurso foram trabalhando, afincadamente, para que um dia surgisse essa qualificação. Parabéns a todos os que conseguiram tal propósito. Felizmente, a modalidade de Ténis de Mesa consegue, pela segunda vez consecutiva, marcar presença nos Jogos Olímpicos. Se em Pequim a presença, na competição de Singulares, de Marcos Freitas, João Monteiro e Tiago Apolónia foi uma excelente surpresa para a modalidade, a qualificação, na prova de Singulares e Equipas, para Londres, tratou-se da confirmação de todas as suas potencialidades. A estreia da atleta Lei Mendes foi a boa surpresa! Passada esta fase, de muito trabalho, é legítimo que os agentes e simpatizantes do Ténis de Mesa queiram mais do que uma, importante, presença olímpica. Aliás, se quisermos continuar a evoluir teremos de lutar por novos desafios, de modo a que estes e outros atletas possam conquistar medalhas olímpicas. Com isto, não queremos dizer que em Londres é impossível de chegarmos às medalhas! Vamos lá manter a esperança e apoiar, com toda a confiança, os nossos atletas e treinadores, pois duma coisa temos a certeza, eles tudo farão para dignificar a nossa modalidade e consequentemente a nossa região e o país. Posto isto, só nos resta esperar para desfrutar os momentos de grande beleza que o desporto de alta competição proporciona. Viva o Jogos Olímpicos!
Juan Gonçalves, Presidente da ATMM