Alexandre Silva "O absurdo do regime", foi a crónica de Alberto João Jardim ao Jornal da Madeira de 28/6/2012, a qual achei genialmente absurda. Na primeira pessoa, um dos políticos mais influentes do nosso País desde Março de 1978, fala do regime político instalado em Portugal como se ele próprio tivesse sido eleito após a Troika, reclamando absurdamente pelo fora de jogo, quando sempre esteve em linha. O que me faz ser também absurdo e colocar a Madeira em Portugal, e citar a referida opinião: "Portugal caiu num absurdo histórico que é preciso remover e ultrapassar. Caiu no que é um absurdo perante a História, de estar à espera de ser regenerado pelo mesmo regime político que trouxe os Portugueses à presente situação". A lucidez da análise é tão perfeita, que faço uma exclamação absurda, citando de novo o Autor: "Como se fosse possível que o mesmo regime político que enterra um País, tenha um mínimo de aptidão ou condições para recuperá-lo! De facto, a clientela partidária segura-se e sobrevive nos destroços,(...)". Tudo isto não era absurdo, se não fosse verdade, mas em todo o território nacional. Concluo citando ainda o nosso presidente em funções há cerca de 34 anos e 105 dias, que finaliza o artigo do seguinte modo: "Que todos passem bem, mas não obriguem a andar nisto, quem não quer".