Hoje não há festa ou arraial que se preze que não tenha no programa a actuação de um conjunto de ritmos modernos ou, mais recentemente, uma discoteca ao ar livre. Mas no programa deste tipo de festas populares em honra do Santíssimo Sacramento ou do/a padroeiro/a da paróquia não está completo se não tiver o fogo da girândola ao meio-dia no Sábado e a banda de música, seja a música do Arco, a música velha de Câmara de Lobos ou outra. Por mais coisas novas que introduzam nestas festas a banda nunca poderá ser substituída. É a banda de música que marca o início oficial da festa com a sua chegada e com o toque do hino à porta da Igreja, no sábado, após a girândola do meio-dia. Não será fácil substituir a banda durante a tarde de sábado a percorrer os diversos sítios da paróquia a convidar as pessoas para a festa e a recolher as ofertas para os bazares. Também não será fácil substituir a banda no coreto, a animar a dança na principal rua da paróquia ou à frente da dança como a da "cobra", por exemplo. O conjunto e a discoteca muito dificilmente saem do mesmo local e os seus elementos por muito bons músicos que sejam não conseguem percorrer as ruas e integrarem-se na animação. Porque o que esta na origem destas festas é sempre a questão religiosa, antes da profana, é também no programa religioso que a banda tem um papel fundamental. É a banda que no domingo segue logo atrás da imagem da padroeira/o e é quem marca o ritmo da procissão. No Norte continuam a existir arraiais para todos os gostos, com bandas, com conjuntos, com discotecas ao vivo, etc., portanto neste verão existem motivos mais que suficientes para passar um fim-de-semana divertido a Norte. Mas para os que não gostam deste tipo de divertimentos há dias próprios para outras atividades e todos são bem-vindos ao Norte.

Joel Freitas, Presidente da ACIN