O que podem as organizações desportivas regionais fazer para superarem os cortes financeiros que serão aplicados já a partir da próxima época desportiva? Temos consciência que a futura realidade será bem diferente daquela que se viveu nos últimos anos, embora a presente época tenha sido extremamente conturbada e atípica. Sem querermos ser pessimistas, mas fruto do trabalho desenvolvido ate à data, muito dificilmente se conseguirá manter a eficiência e a eficácia da maioria das instituições desportivas, tendo em conta que a solução, pelo menos nesta primeira fase, passa por reduzir, obrigatoriamente, nos custos com a atividade diária, já que pensar em aumentar receitas alternativas é pura demagogia. Enfim, o que podemos esperar deste mundo completamente escravo da influência, particularmente, da globalização financeira? A reestruturação profunda dos vários setores profissionais públicos e privados, assim como da atitude dos seus recursos humanos terá de ser uma das evidências nos próximos tempos. Infelizmente, esta situação ocorre num momento de algum antagonismo. Se por um lado, há escassez de meios financeiros, por outro espera-se um maior empenho por parte das pessoas! De certeza que não será fácil encontrar entendimentos nesta matéria. Nesta ordem de ideias, no capítulo desportivo, não podemos nem devemos nos precipitar em tomar decisões que venham a comprometer, num futuro próximo, a verdadeira missão das instituições, bem como do sustento das pessoas que contribuíram ao longo dos anos para que essas mesmas organizações tivessem apresentado projetos sustentados e com resultados de excelência. Posto isto, nunca foi tão imprescindível contar com pessoas determinadas, competentes, empenhadas e acima de tudo com coragem de superar os atuais desafios. Claro, que não há fórmulas mágicas, nem diretrizes infalíveis, por isso o sucesso está forçosamente na agregação das pessoas e das instituições em prol de um determinado projeto. Vamos em frente!

Juan Gonçalves - Presidente da ATMM