Todos os dias lutamos para que cada dia seja um dia melhor, no entanto, com o passar dos dias há uma família que fica sem a sua casa, há uma mãe ou um pai que fica sem emprego, há uma criança que passa fome. Que iremos nós, os jovens, fazer? Com a crise que o país atravessa, apercebemos que o nosso futuro não passa por ficarmos no País que tanto amamos. Contudo, não podemos apenas pensar que esta crise é meramente económica e política, é igualmente cultural. Actualmente, encontramo-nos na ponta de um precipício, onde temos duas opções. A primeira é tentarmos construir uma ponte até a "outra terra" e a segunda opção passa por simplesmente voltar para trás e regredir, sem qualquer sentido de progresso ou evolução. Sabemos que uma das soluções a esta crise é tentar investir em novos projectos inovadores, mostrando o nosso espírito empreendedor apesar de a conjuntura não ser a mais favorável ou então emigrar em busca de um bom salário e melhores condições de vida. Mas, o que iremos fazer com este ressentimento de deixarmos para trás as nossas famílias e um país que nos acolheu desde o dia em que nascemos. Emigrar para um país desconhecido com a esperança de um melhor futuro, tal como os nossos avós e antepassados fizeram. Como fazer com que a nossa adorada nação volte a ter a sua força e recuperar destes momentos menos bons? Até quando teremos mais de sofrer repressões derivadas do economicismo?
Filipa Silva - Colaboradora da AAUMa