Em todas as actividades existe um limite que se torna num desafio a vencer para os mais persistentes. Existem milhares de histórias narrando episódios que se tornaram exemplos universais. Podemos falar da prestação da selecção portuguesa no europeu, que superou as expectativas de muita gente ou citar as prestações do árbitro Pedro Proença e seus auxiliares que foram altamente dignificantes para a sua classe. São exemplos modelares para a juventude. E é neste contexto que vou falar de um rapaz, amputado aos 11 meses de idade devido a uma malformação de nascimento. Vou falar de Óscar Pistorius, um exemplo de vida. Desde criança e apesar de não ter pernas sempre foi incentivado e acarinhado pelos pais a fazer tudo o que as crianças da sua idade faziam como brincar ou praticar desporto. Isto ajudou-o a ter uma adaptação e integração o mais normal possível. O tempo levou a que superasse os desafios inerentes ao desporto e a sua tenacidade ajudou-o a vencer os desafios que lhe surgiram. Iniciou a prática do atletismo aos 16 anos onde alcançou os mais importantes titulos para pessoas com deficiência física. O seu sonho sempre foi ir mais além, e também mostrar que as limitações estão na mente das pessoas, a começar nos dirigentes do atletismo internacional. Desde 2004, onde participou nos jogos Paralímpicos e venceu o ouro nas provas de velocidade, que impôs a si mesmo o desejo de competir com os atletas mais rápidos do planeta equipado com umas proteses de fibra de carbono, tendo ficado conhecido como Bladerunner. Este jovem de 21 anos está apurado e irá competir nos Jogos Olimpicos de 2012. Observem-no bem. Até breve.
João MM Castro - Psicólogo Clinico