Numa altura em que se aproxima o início da maior competição de seleções sob a égide da UEFA, onde os árbitros principais vão ter pela primeira vez, em Campeonatos da Europa, a ajuda de árbitros assistentes adicionais (AAA), vulgarmente designados árbitros de baliza, convém esclarecer um pouco quais as suas funções: A ideia é que estes elementos, cumpram quatro funções fundamentais: 1º) Apoiar o árbitro nas decisões de grande penalidade; 2º) Verificar se a bola entra ou não na baliza; 3º) Prevenir infrações na área e zona circundante, através de permanente chamada de atenção aos jogadores (pro-atividade); 4º) Detetar faltas atacantes, golos precedidos de irregularidades e comportamentos incorretos / grosseiros nessa zona. Tudo isto sem fazer gestos, sem utilizar o apito ou entrar no terreno de jogo. Tudo transmitido de forma "invisível", via sistema de comunicação, o que ocorre largas dezenas de vezes, num só jogo. Daí as dificuldades que a maioria das pessoas tenham em entender a sua utilidade. É certo que no início das experiências que se verificaram em jogos da Liga dos Campeões e, posteriormente na Liga Europa, não se notou grande eficácia. Desde logo porque toda e qualquer mudança requerem um período de adaptação e de treino, para surtir efeito. Com algumas adaptações às estratégias e posicionamento iniciais, com o treino e trabalho de equipa, aumentaram os níveis de eficácia, com resultados positivos nos jogos finais das principais provas europeias de clubes, que se esperam venham a ser extensíveis ao Euro 2012. Para não ser apelidado de corporativista, hoje vou desejar que os nossos representantes da arbitragem, superiormente liderados por Pedro Proença, não cheguem muito longe no Euro (afinal já fizeram aquilo que os clubes portugueses não conseguiram esta época: estar na final da Liga dos Campeões). Seria sinal de bons resultados da nossa seleção. Mas se esta falhar, não temos dúvidas que a arbitragem portuguesa elevará bem alto o nome de Portugal.

Elmano Santos, Presidente da ATARAM