Em Julho de 2011, o Presidente do Governo escreveu uma carta ao Primeiro-Ministro a solicitar ajuda financeira. O pedido era justificado pela iminente ruptura da tesouraria da Região e pela falta de garantias do normal funcionamento das instituições. O Governo pediu um empréstimo porque a Região tinha gasto muito para além do admissível e os Bancos tinham cortado o crédito. Como acontece com qualquer cidadão que necessite de um empréstimo, o credor exige sempre garantias de reembolso. Nada de novo. O governo Regional teve de implementar um plano de ação (PAEF) para garantir o ajustamento orçamental e respectivo pagamento do empréstimo. Escusado será dizer que se o governo tivesse as contas na ordem não seria necessário aumentar impostos e sacrificar os madeirenses. Todavia, passados 5 terríveis meses de "aperto", a execução orçamental dá sinais claros de falhanço. Absolutamente injusta para todos, tornou-se absolutamente insuportável para uma débil e estatizada economia. Quem conduziu a Madeira até ao colapso financeiro; quem pediu o resgate ao Estado; quem propôs o plano à República, comprometendo-se assim com as medidas gravosas que todos conhecemos, foi o Presidente do Governo Regional. Quem governa a Região há 34 anos deve ter a noção da dívida que criou. Só resta uma coisa a este frouxo governo: assumir humildemente as responsabilidades, e dizer ao credor que não consegue cumprir o plano porque o seu povo não aguenta tamanhos sacríficos.

Rui Barreto, Deputado do CDS