Numa altura de muitas incongruências e disfuncionalidades, desde a política até ao desporto (sendo que por vezes o intervalo entre estes é diminuto), a sociedade actual deveria procurar respostas adequadas e fundamentadas aos problemas encontrados. Não nos deveríamos limitar a consumir o que nos expõem. No entanto, esta passividade perante o que nos transmitem é reconfortante para a maioria dos sujeitos pois não precisam de despender o capital raciocínio que, não o sendo, aparenta muitas vezes ser finito. Em jeito de ajuda e sem justificações ou explicações para proporcionar conforto a quem ainda não o sabia quero deixar claro o seguinte: Desporto não é sinónimo de Futebol nem de Educação Física que por sua também é diferente de "Ginástica". Se afinal gostariam de justificações, sugiro que as procurem. O conhecimento deve ser partilhado mas, esperar por ele passivamente, é um comportamento desajustado ao tipo de Homem que quer transformar o mundo. Aos que já sabiam das diferenças, peço desculpa pela forma tão redutora como as apresentei. Peço ainda que ajudem a elucidar quem não o sabe. Quanto ao que "esta conversa" tem a ver com Desporto, devo então elucidar que na Educação Física curricular existem competências a desenvolver nos alunos de forma a transformá-los em seres conhecedores de si próprios e capazes de superar as dificuldades que se avizinham (daqui a 1 ou daqui a 30 anos). Ora, se pensar que aulas de E.F. ainda são a "Ginástica" de outrora, que servem apenas para a manutenção da condição física ou que o Futebol é o conteúdo mais importante, demostramos que desconhecemos alguns conceitos que por exemplo, são indispensáveis a qualquer encarregado de educação.
António Pereira, Colaborador da AAUMa