Na política a crítica é fundamental, não só dá orientações a um líder para que ele possa mudar os seus aspetos negativos, mas também serve para dar aos cidadãos um maior sentido de liberdade e de responsabilidade cívica. Todavia, a crítica perde todo o sentido quando não é construtiva. Quando é o caso, os críticos passam a censores, porque não querem que a pessoa, a instituição ou o partido que criticam se desenvolva, melhore nas suas habilidades, que tenha a oportunidade de mostrar que quer mudar. Sou um grande apologista do direito à crítica mas digo novamente, apenas se esta tiver teor, e para o efeito é necessário um conjunto de requisitos, sendo que o primeiro é a sabedoria. Eu não gosto de futebol, não vejo futebol, por conseguinte não comento nem critico, simples. Depois convém estar informado, ao corrente, e por último ser isento de maldade, imparcial. E este último é fulcral, porque uma coisa é um membro de um partido criticar medidas de outro por estas não irem de encontro à sua ideologia, outra completamente diferente seria criticá-lo por este ser diferente. Eu sei que este texto tem uma probabilidade deveras alta de ir parar a blogues de partidos de extrema-direita, e quiçá com a minha fotografia e de outros colegas meus, o ciclo repete-se, mas esta é a minha opinião e estará sempre aberta a críticas com cabeça, tronco e membros. Se assim não for é com pena que deixo o seguinte provérbio a tais néscios: «Lavar a cabeça a burros é perder tempo e sabão».
Tiago Neves, Colaborador da AAUMa