António Costa O ministério da educação volta a inovar. Para além do acréscimo da dificuldade dos testes intermédios do ano lectivo corrente, que é não só evidente, como aumenta também a "pressão" que parece necessária ao pseudo-aumento das notas dos educandos (o que parece a estar a representar resultados negativos, com as piores notas de que tenho memória), retiram uma disciplina que fomenta a prática de exercício físico e que além de ser uma disciplina que beneficia os alunos com boas médias (não há nenhum aluno que não consiga ter uma nota boa a esta disciplina, a não ser que seja um aluno que possua alguma deficiência motora), é uma disciplina que permite aos alunos ganhar espírito de equipa, liderança, ensina-nos a saber perder e ensina a todos os escravos desta pátria hipócrita que para ganhar algo na vida é necessário colaborar com os nossos colegas, tomar as decisões certas, e saber perder e ganhar em equipa, tal como sucede num simples jogo de futebol leccionado em qualquer ano, em qualquer escola, a qualquer turma. O Sr. Nuno Crato, será bom na sua matemática, que falha no momento em que este senhor decide, acabar com a influência desta nota para a média. Não sei se as "fichas da caderneta" que todos os anos preenchi, a todas as disciplinas, e em que no campo de disciplina preferida completava em conjunto com metade da turma, e a letras bem grandes, Educação Física, terão alguma utilidade senão para a intensa e contínua burocracia deste nosso país, mas para o caso de todos esses resultado permanecerem ocultos, eu na voz da percentagem de alunos que preferem indubitavelmente Educação Física a qualquer outra disciplina, que praticam desporto com regularidade, que têm um gosto especial pelo desporto e que principalmente percebem a importância do Desporto no dia-a-dia, e que estarão sempre contra esta decisão que não terá sido certamente ponderada pelos órgãos governamentais a que esta função está destinada. Será também, com alguma curiosidade que reparo no comentário mais votado na notícia online do jornal Correio da Manhã, que deixa-me não só perplexo, mas também com um sentimento de pena, por haverem indivíduos na nossa sociedade, com pontos de vista tão rudimentares como os do Sr. Anónimo que escreveu o comentário que passo a citar parcialmente: "(...)se ias entrar para medicina so por educação física, é mais justo que outros entrem por medias conseguidas por disciplinas que realmente importam po curso!nao quero medicos q percebam basket mas sim biologia!", o que só mostra, que no ponto de vista deste individuo, qualquer aspirante a médico, poderá ter o seu caminho facilitado com menos uma disciplina, com menos horas de estudo e com muito menos motivação do aluno para a disciplina. No entanto, um aluno que se esforce nesta disciplina, e que posteriormente decida candidatar-se a um curso que envolva directamente desporto, terá a sua disciplina "preferida" excluída das suas contas para a média. Espero que este seja o relato de um aluno de 12º Ano que apesar de aspirar uma candidatura a um curso nada relacionado com desporto, percebe a importância desta disciplina no plano curricular e na formula para calcular a média de acesso ao ensino superior. Espero que este texto incite a reflexão, e que não façam com que uma disciplina como esta "morra"