Em 18 dias de 'Funchal em festa', ou seja, esgotados que estão mais de metade dos argumentos que têm levado de milhares de madeirenses e turistas ao Parque de Santa Catarina, sobram alguns ensinamentos desta iniciativa liderada pelo DIÁRIO. A saber:

1. As potencialidades do Parque. A ligeira inclinação do recinto, a envolvência proporcionada por árvores e jardins, a possibilidade de ver sentado jogos e espectáculos, a distância dos ruídos normais numa cidade movimentada e a vista para o Funchal dão ao Parque vantagens ímpares, nem sempre aproveitadas. Quando mais gente descobrir quão retemperador é passar umas horas em ambiente natural, o Parque ganhará ainda mais vida. Haja eventos ou não.

2. As parcerias de sucesso. Organizar um mês de eventos implica imaginação. Mas também lucidez para que possamos estar rodeados de bons parceiros, os que garantem sucesso, notoriedade e qualidade. A visão da Câmara do Funchal, consciente de que quem tem provas dadas no planeamento e execução de projectos de diversão dos cidadãos merece oportunidades, é factor impulsionador para que as ideias vinguem. E é nesta lógica de cooperação, geradora de satisfação dos diversos públicos, que os patrocinadores darão por bem empregue o investimento.

3. Um palco para talentos. Há muita gente com mérito a necessitar de espaço e tempo para mostrar o que vale. E a iniciativa que decorre até 1 de Julho não tem feito por menos aos que se têm disponibilizado para exibir talentos. Da música à comédia, da dança às

4. Alguma má vizinhança. Contam-nos que tem havido uma ou outra queixa isolada, proveniente de gente poderosa embora obstinada e que, segundo consta até já se prepara para apertar regulamentos relativos a eventos desta natureza. Gente com memória curta, invejosa e com ódios ridículos, porventura, à espera de ser notícia. A este ou aquele ressabiado, também se juntam uns oportunistas ingratos, sempre prontos a dizer mal de tudo, inclusive, de si próprios!

5. Um espaço de reportagem. Perguntam-nos com alguma frequência porque autorizamos outros meios de comunicação social regional e nacional, que não os pertencentes ao nosso grupo media, a usar o Parque como palco para reportagens, directos e afins quando há jogos de Portugal. Ora, o espaço é público, as entradas são livres e só não vai lá quem não quer ou tem vergonha. A maturidade dos meios vê-se nos pequenos gestos e não na mesquinhez das falsas grandezas. Quem é líder tem responsabilidades acrescidas e por nada deste mundo vedaríamos o acesso à informação, nem mesmo àqueles que nada fizeram para mediatizar a iniciativa e até tentaram, em vão, boicotá-la. Mais, nem exigimos nada em troca, que nos citem ou engraxem. Aproveitem e apareçam sempre!

6. Lamentáveis maus hábitos. O lixo deixado em pleno recinto, quando há tanto recipiente para recolhê-lo, é uma das notas negativas e aspecto a melhorar. É certo que depende de cada um ter gestos decisivos que preservem o espaço limpo e atractivo. Algo a aprender desde cedo, em casa e na escola. Dispensável é também a tentativa de afirmação dos 'desmancha prazeres'. Todos sabemos que os golos dão primeiro na rádio, em média 5 a 10 segundos antes de aparecerem no grande ecrã. Gritá-los por antecipação, para além de dar cabe da emoção de quem vive intensamente o momento, é desrespeitar quem foi ao Parque ver em ponto grande, como se estivesse no estádio. Que tal ouvir e calar?!

7. Um convívio salutar. O evento embalado pelo Euro'2012 tem dado para tudo, sem ultrapassar limites, nem em consumos, nem em ruído, até porque o dinheiro não abunda. O propósito inicial está alcançado. O futebol até pode ser ópio, alienação, histeria e todos os nomes feios ditados pelos insuspeitos da sociedade dita 'superior’. Mas também tem sido motivo para o encontro intergeracional, para a convivência entre pessoas de várias nações, para a troca de ideias e para a diversão. Por isso, siga a festa!