Antes de mais, aqueles que debatem e regem-se já sobre este paradigma, o da bioeconomia (entendida como a economia contemporânea), contribuem continuamente para reavivar este tema. Podemos ver que até a UE já tem a sua atenção voltada para a bioeconomia, tendo-a como uma estratégia com vista ao crescimento sustentável. O nome vem da ligação entre a economia e a natureza, a partir de 1960. Ora, se a economia trata de satisfazer, com o mínimo de meios empregues, as nossas necessidades básicas, urge que se dignifique este seu papel, enfatizando a importância do equilíbrio entre os recursos utilizados. Isto porque, como bem sabemos, a maior parte da extracção dos recursos naturais, feita pelos processos comuns da economia é feito de forma irresponsável, gerando resíduos poluentes desde a produção até ao seu descarte. Este paradigma assenta num processo de produção alternativa que dá ênfase ao processo circular em vez do linear e obtemos isso através da cooperação, da permacultura, da economia solidária, entre outros. (sugiro que assistam ao vídeo The Story of Stuff, no Youtube). Com base nesta nova visão e fazendo por isso, conseguir-se-á reduzir o emprego de recursos naturais que leva ao desequilíbrio. Com este texto de opinião, pretendo, tal como já outros têm feito, contribuir para que chegue a mais ouvidos esta necessidade de fazer algo para mudar o rumo que a nossa economia tem seguido até agora, tornando-a sustentável. E podemos fazê-lo sem a ajuda dos poderes políticos.

Elisabete Andrade, Colaboradora AAUMa