José Ângelo Gonçalves de Paulos Grande filósofo. Comunista, humanista, ecuménico e, islamita. Apóstolo da Não -Violência, tal como o seu grande amigo e coevo, Abbé Pierre. Ouvi falar de Garaudy, através de Maryvonne Campinos, esposa de Jorge Campinos, a ela, que, foi aluna dele se deve a vinda dessa augusta figura a Portugal e também a Jaime Gama. Nesse período do "25 de Abril " foram ele e o Sartre que vieram a Portugal, para insistir e apoiar na nossa Revolução. Lá morreram! E com eles também morremos todos os que acreditam que é possível mudar. Todavia, o mundo ficou mais pobre. São personalidades de grande intervenção, que nos fazem falta. Garaudy foi o meu pai na fé no homem e na sociedade. Dizia ele que o" homem e a sociedade são projectos a realizar". Numa altura tão desgraçada como esta, a que estamos a atravessar. Onde estão estes nossos ideólogos? Estas figuras, que , apesar de serem tão distintas, umas das outras, foram tão iguais na defesa dos Direitos Humanos tais como: João Paulo II ou à Madre Teresa de Calcutá ou outros como a Gandhy, Luther King. Ou a Nelson Mandela, felizmente vivo Todos estes gigantes fizeram da política a maneira mais sublime de tornar o mundo "menos mundo". E mais metafísico. Isto é, sem estarmos atrelados ao que nos prende ao "hic et nunc". Roger Garaudy digo, altissonantemente, com só Tu o disseste " a morte é o fim do ter e o princípio do ser". Obrigado, tudo quanto de ti li.