A Madeira necessita, urgentemente, de mudar de políticas. O CDS-PP diz isso mesmo há muitos anos. A conta referente a 2010 reflete-o em absoluto - recordo que a semana passada o Tribunal de Contas tornou público o seu parecer ao documento - mostrando um saldo primário negativo de 168 milhões de euros, encargos assumidos e não pagos num arrepiante valor de 1.455,7 milhões de euros, uma dívida pública directa de 2,2 mil milhões de euros, com juros assumidos e não pagos de 313 milhões de euros, o que põe em causa, de forma real, as pequenas e médias empresas da Região, bem como milhares de postos de trabalho. Perante o cenário de tragédia económica e financeira que nos é revelado por todos os números e indicadores que conhecemos, o Governo Regional não dá sinais de querer mudar de estratégia. Ou por não querer, ou por não saber, ou por não poder. Para o CDS-PP há, de facto, que desenvolver outra política, que se deve basear em três eixos como: - Poupar nas despesas públicas correntes, cortando nos desperdícios e esbanjamentos. - Apostar na economia de mercado e nos sectores produtivos, baixando a carga fiscal (o inverso daquilo que foi feito pelo Executivo, nomeadamente quando propôs e assinou sozinho o Plano de Ajustamento Económico e Financeiro). - Investir com rigor e com critérios, criando valor acrescentado à economia e respondendo aos problemas sociais. Se nada disto for feito, teremos pela frente tempos ainda mais difíceis.

Lino Abreu, Deputado do CDS-PP