Nos meus últimos artigos, olhando a "Madeira vista de fora", registei os sinais da mudança que cada vez mais se foram tornando evidentes e necessários, ganhando força e fazendo tremer certos sectores do poder local, sucedendo e avolumando-se os expedientes e as tricas, numa tentativa quase desesperada de impedir a concretização da mudança que se impõe, tema a que me não escuso de retornar. Ignorar a realidade do que se passa na Madeira, afectada por uma crise interna, sem dúvida agravada por toda a situação que afecta Portugal e a própria União Europeia e fazer crer que tudo está bem - tal como num "País das Maravilhas" - constitui um atentado criminal contra todos os Madeirenses que importa, sem rodeios, denunciar e que, no respeito da legalidade democrática, seja dada a volta por cima e reposta a verdade. Com maior ou menor dramatização, a denúncia e as críticas do que, a nível da política regional, vai acontecendo, atingindo não só toda a oposição, mas também sectores do próprio partido do governo regional, fazem já tremer o poder local, incluindo críticas atingindo também o modo de funcionamento do parlamento regional, a ALRAM, para cuja inconstitucionalidade e ilegalidade, numa iniciativa do CDS/PP Madeira, estará em vias de ser formalizado um pedido de fiscalização ao Tribunal Constitucional. Outras iniciativas foram igualmente desenvolvidas nos últimos dois meses, incluindo apelos à constituição de um eventual "governo de salvação" regional. Meritórias sem dúvida, comprovando a necessidade da tal mudança que, sem procurar fazer chover no molhado, poderia ter sido ultrapassada, se tivessem sido entendidos os apelos a favor da suspensão e adiamento das eleições de Outubro de 2011, uma decisão que então dependia, obviamente, do Presidente da República e até certo ponto do Tribunal Constitucional. É perante esta realidade e, sem pretender ser adivinho, comentador ou aspirante a cargos políticos- ainda que fora de prazo… - como cidadão normal, com os pés bem assentes na terra, olhando a realidade do presente, na perspectiva do futuro que a todos os Madeirenses diz respeito, que mais uma vez me permito renovar o apelo para que, sem ameaças nem "papões" da Madeira "velha" ou da Madeira "nova" e, sem propalar ou agitar a bandeira da independência, tudo isso absurdidades estafadas, mas sim "pela Madeira sempre…", que a mudança não tarde! * por decisão do autor, este texto não respeita as normas do Acordo Ortográfico

Francisco Leite Monteiro