Severino Olim Acabo ler um esclarecimento da SRE/Direção Regional do Planeamento, Recursos e Infraestruturas (DRPRI) sobre uma proposta de 15% de aumento generalizado a todos os escalões do plano da Ação Social Escolar. Na qualidade de Pai com filhos a frequentar a Creche, 1º ciclo e 2º ciclo sinto-me estilhaçado com mais esta demagogia apontada sobre todos aqueles pais que se encontram nas malhas restritas dos bons pagadores do dízimo da "bendita divida regional" e que sustentam com sacrifícios para além do aceitável a continuidade da distribuição de uma panóplia de subsídios, incluindo o eterno subsídio de reinserção social. Estou Indignado com mais este aperto ao meu e a muitos orçamentos familiares e à falta de verdade e honestidade dos responsáveis pela SRE que em 2011 decidiu implementar o escalão IV-A, mais conhecido por escalão almofada, cujo período de vigência se estenderia até meados de 2013, substituindo assim o antigo IV escalão. Já na altura a medita foi contestada, principalmente, pelo facto de se juntar no mesmo saco rendimentos diferenciados de muitas famílias da então classe media e média alta, esvaziando-se a força do principio da equidade social como alavanca de justiça na repartição de sacrifícios por todos aqueles que mais contribuem, mês após mês, para o equilíbrio das contas publicas regionais, sem vislumbrarmos sinais de acerto e de controlo. Por mais esclarecimentos que nos possam dar, a verdade é que o aumento dos 15% é só e, apenas, para aplicar aos escalões I, II e III porque as numerosas famílias do tal escalão almofada levarão aumentos de 72% ou, seja, passam de 129 euros para 221 euros de mensalidade! Mais, se esta proposta for aprovada nestas próximas reuniões de governo, os pais com filhos gémeos com idades de berçário são duramente penalizados, pois passarão a desembolsar no inicio de cada mês 442 euros , sem qualquer desconto. É vergonhoso e é difícil compreender estas politicas que de um momento para outro faz lembrar os tempos do fascismo em que os donos da tal Madeira Velha esfacelavam o povo com impostos , rendas e outras praticas de autentica tirania. É caso para perguntar onde pára o Estatuto Politico Administrativo da Madeira, muitas vezes, usado como arma de arremesso contra as ditas imposições de Lisboa? É ainda inaceitável, que um sistema de ensino que até há uns tempos atrás era considerado exemplo para todo o País esteja a tornar-se o mais desorientado e repressor para muitos madeirenses. O que falhou no ensino regional? Ninguém é responsável por este descalabro, por este massacre à maribunda classe media? A ordem caros pais não é para resignações mas sim para resistir, usando a força da nossa cidadania para não permitir que uns poucos comem tudo, até os tais 15% de aumento, que irá recair nos valores da alimentação e no passe escolar no próximo ano letivo em todos orçamentos das famílias com filhos nas escolas. Resignar-se não é solução, nem o melhor caminho para a fuga de tantos sacrifícios para sustentar, pelos vistos, o Olimpo intocável desta governação.