Darei exemplo doído. Se me perguntassem: qual a parte mais difícil de ser Madeirense? Eu: é quando, se estou fora e me encontram, levo com isto: então e 'o'...? Enfim, sabem o resto. Que, para já, me irrita o determinante 'o' e fico magoado. Não sabem mais sobre nós, sobre o teatro que fazemos, sobre as nossas mães? Que a a bananeira é uma erva gigante, que não sou um coqueiro? Ocorre-me pensar: a nossa taxa de natalidade ainda é das mais altas e verão que com mais 100 mil Madeirenses não me azucrinarei com isto. Imagino-me na Nova Caledónia, é o meu adro, não ladro, à espera dum referendo que virá para aí entre 2014 e 2018... Porque não postas teus 'artigos' no face? Porque é como aquela coisa de arranjar "bilhetes para os amigos". E chegas a casa e os amigos não te encheram a colher nem se transformaram em electrões gratuitos para ligares as tuas máquinas. É que gostava que num único dia não me lembrassem que sou Madeirense e maçada para a Nação. Não vou ganir mais por uns tempos. Ladroagem vil! Ladramos e finge a carruagem que passa, ela parou, está podre. Não atrelo a minha visão a estes novos ventos e continuarei a Galopar como o cavalo de Alberti. Apetece-me mandar tudo à Mera... vontade do aliciador que me encaixará no vapor, me obrigará a ser remador, um novo escravo branco deste tempo preto, num barco para Demerara. Tempo para decantação. Ah, já me esquecia, 'venhem' ver-nos no Madeira, Mydear, oportunidade única, esta sexta e sábado, às 21H30, no Cine-Teatro, porque a gente está como se fosse uma casa à venda e gostamos de receber gente que nos quer comprar valor. Lá, Ernesto Leal diz-nos tudo sobre o nosso futuro. Vou para o pé dela corar-me, que isto passa.
Élvio Camacho, Actor