Desde que se começaram a implementar medidas de austeridade na Zona Euro, todos os governos sujeitos a eleições têm caído como peças de dominó. Os partidos líderes de oposição tornam-se partidos de governo e os partidos de governo voltam à oposição. Os partidos de ideais mais radicais, embora continuem a constituir minorias, ganham peso eleitoral a cada eleição a que se candidatam. Recentemente o principesco presidente Sarkozy viu-se confrontado com um duro não à sua política. Acabou sendo substituído por um Hollande que, a ele comparado, mais parecia querer um noviciado numa pobre ordem pregadora do que uma das mais poderosas presidências de república. A Sra. Merkel, coitada, tão mal inspirada na acção governativa quase maternal da Baronesa Thatcher, arrisca-se a seguir-lhe as pisadas de maneira ainda mais desastrosa, sem direito a título de nobreza nem interpretação de Meryl Streep. Serão estas mudanças o final desta última comunidade europeia e que há muito é predito por estudiosos, por intelectuais e, ao que parece, até por alguns ligados aos mistérios do Além? Desde o Império Romano que a Europa mostra ciclos de união e de desunião. Mesmo com democracia, interculturalidade e muita diplomacia, virá o(a) Euro(pa) a desaparecer a pouco e pouco? Voltarão os Estados-Membros a uma total independência dissolvendo-se as instituições inter-estatais da UE? Finda-se o sonho dos Estados Unidos da Europa? Estará de volta o 'Cherne'?
Carlos Diogo Pereira - Colaborador da AAUMa