Aos olhos do cidadão comum, a proposta do Presidente do Governo Regional da Madeira, que aborda a saída da nossa região da União Europeia pode parecer louca. Mas, na verdade, não só é uma ideia plausível, mas tem também fortes fundamentos. A certo ponto deixou de haver interesse em pertencer à União Europeia, pelas seguintes razões, a dita instituição dá grandes apoios financeiros a regiões autónomas subdesenvolvidas, assim que uma região atinge o PIB médio da União Europeia deixa de usufruir de tais apoios. Neste caso, a Madeira já ultrapassou essa meta, soube aproveitar os fundos Europeus. Desta forma, deixa de ser vantajoso pertencer à União Europeia, porque para além dos cortes temos de lidar com regras e leis impostas por esta, que por vezes são prejudiciais para a economia regional. Tomemos o exemplo da França que é um país membro que tem várias regiões autónomas mas nem todas pertencem à União Europeia, e por mais incrível que pareça, estas regiões são paraísos fiscais. Contudo, para aprovar a nossa saída da UE seria necessário um referendo, e eu não acredito que os madeirenses votassem a favor, em parte porque não entendem a medida na totalidade e em parte porque seria com cuspir na mão que nos deu de comer.

Tiago Neves - Colaborador da AAUMa