Assinalou-se no passado dia 12 do corrente mês o dia Internacional do Enfermeiro. Com todo o respeito e reconhecimento pelos diversos técnicos na área da saúde, é justo reconhecer e homenagear os profissionais de enfermagem pelo trabalho de proximidade que estes desempenham junto dos utentes do Serviço Regional de Saúde. É um trabalho de 24 horas ao nível dos hospitais, centros de saúde, lares de 3ª idade e aos idosos acamados nos seus domicílios. Apesar de toda esta dedicação, é reconhecido pela Ordem e pelo Sindicato que há um défice de enfermeiros no âmbito do Serviço Regional de Saúde. Por isso não se compreende que ainda hoje haja enfermeiros a trabalhar a recibo verde no sector público, como não se compreende que o Governo Regional ainda não tenha aberto mais concursos públicos para a entrada de novos profissionais ao nível do SESARAM. É verdade que a Região passa por dificuldades financeiras, mas a saúde é um bem essencial que deve ser prestado à população que paga os seus impostos. Refira-se ainda que, para além das centenas de jovens licenciados à procura do 1º emprego, há situações de injustiça em relação aos que se encontram no ativo, nomeadamente a sobrecarga de horários e vencimentos bastante abaixo do obrigatório quanto às suas habilitações académicas. Importa dizer que mais importante do que assinalar este dia com discursos de circunstância, é que os governos da república e da região resolvam os assuntos pendentes relativamente aos profissionais de enfermagem. Como nota final, uma palavra de reconhecimento a todos os profissionais da área da saúde que, com grande humanismo e profissionalismo, têm diminuído as consequências nos serviços prestados ao utente, face às restrições matérias e financeiras impostas pelo governo regional.
João Isidoro - Presidente do MPT-M