O Partido que levou a Madeira à desgraça anda num reboliço tal que parece um carrossel, com música de finados no ar, cada um no seu cavalo, lá vão os rapazes numa imaginária luta, uns contra os outros, tentando livrar-se das responsabilidades da situação em que nos colocaram a todos. Os obreiros da desgraça, orgulhosos multiplicam-se em ações públicas, para aparecer, tão lestos que foram a desgraçar a Madeira, mas tão lentos a tirá-la do fosso. Estes ditos cavaleiros, sem vergonha na cara, exibem-se perante o povo, em tom altivo, esquecendo-se que o povo que os vê sofre na pele os seus erros com desemprego, emigração, pobreza, entrega da casa ao banco, falta de bens essenciais na mesa e olham para o final do mês desesperados porque os bolsos já andam vazios. Não há autocritica, não assumem as responsabilidades, tem a lata de afirmarem que fizeram tudo bem feito, perante a pobreza e miséria dos outros, não mostram arrependimento pelas malfeitorias feitas às gerações presentes e futuras. Salazar não quer abandonar o poder, os Marcelos Caetanos desta terra, querem assumir o poder, mas não assumem nem o estado da situação pela qual são responsáveis, nem soluções para nos tirar a dívida de cima das costas dos cidadãos. Os coveiros da Madeira, especializados que estão a nos atirar para o fundo e lançar terra sobre nós, querem continuar o seu trabalho. A única coisa que se debate p`la aquelas bandas é o poder. O néctar do poder! Querem mudar os protagonistas para manter tudo na mesma, agravando-se assim a situação dos madeirenses. O que a Madeira precisa são mudanças, mudanças sérias a vários níveis, mudanças políticas, económicas e sociais. Esta rapaziada que nos desgraçou acha que são senhorios, que os Madeirenses e Porto-santenses são colonos, que eles estão predestinados a mandar e os outros a obedecer, que eles são donos do nosso futuro. Esta gente não tem vergonha nenhuma, esta gente porta-se com estrangeiros à situação de dificuldades em que colocaram a Madeira. Até parece que chegaram de marte, não tiveram nada haver com a desgraça, um pouco de decoro e de assunção de responsabilidades ficava-lhes bem, mas nem isso.

Victor Freitas - Presidente do PS-Madeira