Rui César Gomes O título deste texto é uma evocação de uma brincadeira de crianças em que uns e outros eram escolhidos pelo tamanho dos pauzinhos de fósforo de pontas ocultadas entre os dedos. Essa brincadeira ainda continua a ser praticada mesmo entre alguns adultos mal crescidos. É o caso é em que me vi envolvido involuntáriamente num desses jogos ao cometer uma infracção de estacionar o pópó num lugar destinado a moradores. Estaria conformado com a situação se sentisse que estava a ofender o direito de algum morador a reserva de espaço para o seu estacionamento. Mas haviam cinco lugares livres e não parei por muito tempo, talvez uma meia hora. Quando voltei continuavam os mesmos lugares lugares livres e assim duas horas depois, pois o sítio em questão não é muito central. O dever do polícia é punir o infractor para proteger o ofendido no seu direito. Não deveria esse senhor como bom e zeloso profissional ter conhecimento que naquele sítio e àquela hora é normal haver muitos sítios de moradores livres, ou haverá outras intenções nessa actuação? Aceito essa repreensão e também aceito que me cobrem impostos para pagar o salário a quem nos "protege". O povo é sereno.