O tema "promoção", que comecei a aflorar nos últimos tempos, tem de facto muito que se lhe diga e, reconheço, não é somente pela falta de caracteres que tenho dificuldade em explanar tudo aquilo que gostava de partilhar convosco. Hoje, entro num campo um pouco mais generalista, que penso se justificará por contraponto àquela que me parece ser a lógica vigente de que, sendo a Madeira um destino de excelência, as pessoas quererão cá vir visitar-nos e nós pouco ou nada teremos que fazer para que isso aconteça. Sou dos que acha que gostos não se discutem, pois estes são essencialmente individuais, embora exista uma (ou várias) lógica definidora de certos parâmetros que é transmitida às pessoas e, muitas vezes até, ensinada. Apregoar, portanto, que somos muito bons mais não é do que a manifestação da nossa opinião. Que vale o que vale e pode, ou não, ser valorizada, dependendo da visão que terceiros têm do que dizemos. Essa opinião ganha credibilidade, no entanto, quando são muitos a dizer o mesmo e quando conseguimos que essas mensagens positivas sejam repetidas, ampliadas e largamente difundidas. Ajuda e ganha consistência se formos verdadeiros na mensagem, pois é mais difícil sermos atacados. Pode gostar-se ou não do que somos mas, ao menos, estamos a ser fiéis à nossa natureza. Por isso é que é importante perceber quão mal pode fazer ao tal destino dito de excelência intervenções que deturpam a nossa realidade, como as praias de areia amarela ou a introdução de produtos da moda, como os hotéis "all inclusive". Mas, retomando o fio à meada, importa conseguir que terceiros venham cá visitar-nos e dêem a sua opinião sobre o que viram. Apostar em jornalistas, bloguers ou mesmo até figuras públicas para experimentar o destino e falar sobre ele é um caminho que há muito tem sido seguido e, na minha opinião, muito bem. É nisto, em todas as acções que têm como objectivo atingir o consumidor final, que devemos centrar-nos. Esqueçam-se os discursos para entreter o pagode e as opiniões que, comercialmente falando, nada valem e apostemos, com os meios adequados, em transmitir ao mundo o que somos. Boa Páscoa!

André Barreto, Empresário