Paulo Gomes Ferreira Um dia… um dia igual a tantos outros meus, saí para uma consulta. No C. C. Anadia, fiz o carregamento de duas viagens no meu "GIRO"(ida e volta). A máquina de carregamento, com toda a gentileza, facultou-me todas as informações do processo e até me indicou que deveria recolher o talão/recibo, que eu deduzi que serviria para comprovar os carregamentos, caso surgisse, no decurso da viagem, algo que suscitasse alguma dúvida concernente à minha legalidade ou não, dentro do transporte. Recolhi o talão. Determinara-me assim a máquina. A viagem de ida decorreu na normalidade, mas ao regressar, isso após a consulta, fui confrontado com uma situação desagradável, pois o obliterador não conseguia fazer a leitura adequada do meu "GIRO", mesmo com a intervenção do motorista que, após umas tentativas, não conseguira alterar o que quer que fosse, exigindo-me a aquisição de um título de bordo (mais caro), ou então, que saísse do autocarro. Exibi-lhe o talão/recibo na tentativa de lhe comprovar a minha legalidade no uso dessa viagem e que possivelmente, o erro estaria no obliterador, que não conseguia, por motivos que ainda hoje desconheço, fazer eficaz leitura do meu cartão. Mas ele foi elucidativo. "O recibo a mim não serve e nem comprova nada". Após uns breves instantes de vãs tentativas para convencer ao sr. motorista da minha legalidade no uso desse transporte, não tive outra alternativa que não fosse adquirir um outro título de viagem, pois se não o fizesse, teria que concluir o meu "giro" a pé, tal como, em relatos escutados, situações assim, são frequentes, pois alguns não têm mais dinheiro para aquisição de novos títulos.