São excelentes as iniciativas e promoções que algumas revistas, livrarias e jornais de Portugal Continental põem em prática. Falo da oferta ou venda por preços simbólicos de livros através da compra desses mesmos jornais e revistas. No entanto, e sim, haverá sempre um "mas", "todavia" e "porém" no que se refere às regiões autónomas. Infelizmente, deparamo-nos com iniciativas de valor e qualidade que não chegam à Madeira, nem aos Açores. Primeiro: pagamos pelas revistas o seu valor, incluindo o transporte via ilha e os lucros respetivos dos seus legítimos vendedores. Segundo: os livros que são gratuitos ou a preços módicos, raramente são enviados juntamente com as revistas ou jornais para as ilhas. Ora! O português, cansado de ser caracterizado como conformista, neste caso, pega no telefone e contacta os responsáveis pelas campanhas que decorrem, esperando a resposta ou resolução para o seu Ovo de Colombo. Respostas como: "Desculpe, mas fomos informados de que a promoção não abrange as ilhas"; "Sabe o que é? É que o transportador não se responsabiliza pelos prazos de chegada das promoções às ilhas", "Lamentamos mas a promoção só abrange Portugal…". Ora! O português, enfadado de ser caracterizado como conformista, acomoda-se pensando: Qual é a razão pela qual as ilhas não são abrangidas? Mas para o envio das revistas e jornais para venda somos abrangidos. O transportador não se responsabiliza pelos prazos? Habitamos numa ilha do Pacífico? A idealização e o planeamento de uma promoção não são feitos com antecedência? A promoção só abrange Portugal? Nós não somos Portugal…nem portugueses? Ora, é este o preço a pagar pela insularidade? Perder tanto por estarmos longe de quase tudo, apesar de estarmos tão perto?
Fernanda Castro, Colaboradora AAUMa