Sancho Gonçalves Gomes Acho graça a alguns destas pessoas que, enquanto apregoam a sua solidariedade aos funcionários do Grupo Sá, vão, por outro lado, contribuindo para a criação de uma imagem negativa da empresa, com repercussões na vida desses mesmos funcionários. Ora, não os incomoda que a Jerónimo Martins (dona do Pingo Doce) e o Grupo Sonae (dono do Continente) paguem os seus impostos na Holanda. O que os incomoda é que um grupo madeirense, familiar, é certo, mas que cresceu a pulso, e que, apesar de todas as dificuldades, paga os seus impostos em território regional, tenha encontrado pontes de entendimentos com os seus credores (pagamento em senhas), para evitar a falência, o que levaria ao desemprego mais cerca de 1000 madeirenses. As expressões de horror, que vimos, são, portanto, ridículas e muito pouco verosímeis. O que muitos dos comentadores da realidade do Grupo Sá demonstram é a mais primitiva e mesquinha inveja, que se reflete no regozijo com que olham para a crise que o Grupo atravessa. Por outro lado, quando se entoam loas às empresas concorrentes, esquece-se que mais nenhuma cadeia de supermercados disponibiliza a gama de produtos regionais, com efeitos multiplicadores para a nossa economia, como os supermercados Sá. Porque não se iludam: muitos produtos regionais (sumos, lácteos, frutos, hortícolas, doçaria, bebidas, etc.), estarão condenados ao desaparecimento caso o grupo Sá venha a falir. (...)