Começou o mês de Abril, considerado por todos, como sendo o ano zero para a economia da Madeira, embora em Janeiro já tenham começado os fortes ataques à economia portuguesa e de um modo especial à madeirense. Pela segunda vez na História da Madeira, os madeirenses passam a pagar mais impostos do que em qualquer outro território português, tal como aconteceu no tempo do Salazar, tendo como grandes responsáveis: Alberto João Jardim, Victor Gaspar, e os dois grandes chefes da coligação que governam o país: pedro Passos Coelho e Paulo Portas, assim como todos aqueles que os apoiaram e apoiam. Por outro lado as verbas que se destinavam à solidariedade nacional para com a quebra da continuidade territorial, praticamente desapareceram, pois provinham da diferença do IVA (menos 30% na Madeira) que passou para a diferença mínima (1% menos). Só por este facto os madeirenses passarão a ter tudo muito mais caro do que em qualquer outra parte do país. O povo, sempre sábio, diz e com muita razão, "quanto mais alto se sobe, maior é a queda". O PSD/Madeira e o seu presidente tanto falou em Autonomia que acabou por entrega-la, na sua totalidade a um candidato a ditador que ocupa a pasta das finanças lá para o Terreiro do Paço. Tanta asneira junta obrigou-o a vergar-se de tal maneira que passou, como há muito tempo vínhamos anunciando de "Homo Erectus" para "Homo Corbatus" e de cócoras chegará ao fim do seu mandato, que só Deus poderá dizer quando acabará… Tanto se fala na revolução da Madeira, que hoje (dia em que estou a escrever este artigo), querendo adulterar a sua realidade, da revolução do leite e da farinha que aconteceu no passado, mas agora por falta de uma forte liderança na oposição, tudo se cala e ninguém é capaz de fazer a verdadeira revolução da Madeira. A outra foi feita, na sua maioria por continentais que estavam exilados nesta terra e que deveria coincidir com uma revolução a nível nacional, que falhou. Agora deveriam ser os madeirenses a dizer basta a este Governo Regional que conduziu a Madeira a este estado. A próxima oportunidade começa nas eleições autárquicas que se realizarão daqui a dois anos e meio, que poderá ser o ensaio para as Regionais de 2015, diminuindo o peso dos partidos que tanto mal estão a fazer á Madeira e que ainda por cima querem justificar o injustificável…Veja-se, por exemplo o que está a passar-se com o CDS/PP de José Manuel Rodrigues que aprovou na Assembleia da República o Orçamento de Estado, onde tudo se decidiu sobre a situação financeira da Madeira e, como, não sabe o que há de fazer ao dinheiro que recebe do "jackpot", quer substituir-se ao governo, oferecendo apoios que não lhe competem e que visam única e exclusivamente a caça ao voto nos próximos actos eleitorais, tentado, desta maneira fugir á responsabilidade dos seus actos. O camaleão muda a cor conforme o piso onde está: Na Assembleia da República é verde e vermelho e na Madeira azul e amarelo….. Talvez a partir da próxima semana os madeirenses começarão a dar por aquilo que lhes fizeram porque no fim de Março atestaram os carros com combustível, fazendo o mesmo á dispensa com produtos alimentares e de uso domestico, que não durarão para sempre e é natural que tenham que voltar às bombas e aos supermercados. A hotelaria apresentará lucros, teoricamente menores porque em muitos casos têm que suportar a diferença nos I V A S, de nove para doze e de nove para vinte e dois, uma vez que os contratos com os agentes costumam ser negociados a um ano de distancia e por isso terão que suportar esse diferencial naquele imposto. A restauração, já muito mal tratada pelos "all inclusive" e pela diminuição de poder de compra dos que nos visitam, também está a assumir uma parte desses aumentos para ver se consegue captar clientes, nomeadamente os madeirenses que deixaram de ir comer fora, de vez em quando. Os cruzeiros não permitem que consumam a bordo produtos regionais, sendo tudo confiscado á entrada do barco e devolvido á saída, as companhias aéreas liquidaram a exportação indirecta de flores da Madeira porque consideram a caixa de flores como segundo volume, o que obrigaria a uma taxa de 50 euros, para já não falar na exportação, também indirecta de vinhos Madeira e madeirenses…. Não há dúvida que a Madeira precisa da sua própria revolução para que se resolvam todos estes problemas através de uma governação capaz e competente…comecemos pelas autarquias…

Duarte Caldeira Ferreira