Abril chegou mais depressa do que se pensava. O facto de não querermos atingir um determinado instante temporal parece acelerar os números no calendário. O contrário acontece quando desejamos atingir outro determinado instante temporal que, neste caso, trata-se do início de 2013, o ano em que a nossa economia já estará estabilizada e os esforços mais complexos estarão todos no fim. Ao menos é o que fazem-nos acreditar. A verdade é que estamos agora em Abril e com isso trouxe escaldantes novidades para a carteira pessoal de cada um dos madeirenses. Dia 31 de Março foi o dia que a comunidade em geral parece ter saído de casa para esvaziar os supermercados e bombas de gasolina, desta feita, para apetrechar os seus "abrigos" para uma longa época de dificuldades. Parece um cenário em que se aproxima um autêntico aglomerado de desastres naturais. Desastres naturais que parecem multiplicar-se dia após dia, em todo o país! Por exemplo, Abril também foi a data escolhida para a aplicação da nova legislação do subsídio de desemprego e segundo o que o Primeiro-Ministro referiu na última Assembleia da República, que aconteceu no dia 30 de Março, Portugal assistirá a um agravamento do desemprego. Concluindo, as coisas estão más, mas com certeza ficarão piores. Mas, voltando às regras aplicadas à Madeira, considero que esta será a altura que sentiremos na "pele" as verdadeiras medidas do memorando assinado com a Troika, ou, usando as palavras do Jerónimo de Sousa, "a vaca sagrada" do Governo. E, enquadrando na situação precária que já se vive, estas medidas afetarão, de maneira profunda e prolongada, a vida que durante muitos anos se sentiu nesta ilha. Só me resta dizer: já só faltam 8 meses para entrarmos em 2013!
João Baptista - Colaborador da AAUMa