O medo de quebrar definitivamente com o passado leva o desporto regional a um futuro que se adivinha difícil. Uns contam os trocos que lhe resta no bolso, outros fazem contas à vida do dinheiro prometido e que dificilmente irá chegar. Felizmente há sempre alguém feliz com o mal dos outros. Os profissionais da política vangloriam-se das poupanças efectuadas. As reduções nas subvenções públicas para apoio ao desporto regional são assustadoras. Os dirigentes desportivos promovem reuniões e debates para encontrar uma solução para esta situação caótica em que vivemos: não há gás nos pavilhões, as piscinas estão encerradas, treina-se às escuras, não se treina, chove nos pavilhões, não se viaja, ninguém recebe, ninguém paga, a culpa é deste, a culpa é daquele… É a anarquia total! Infelizmente, os agentes desportivos pouco ou nada podem ou querem fazer perante tanta adversidade. Aliás, já poucos querem tentar. Esta é uma guerra perdida à partida porque ninguém se entende. Aliás não se querem entender. Há anos que se fala em reestruturação do desporto na região mas nunca se fez nada. Agora que temos de mudar, não temos meios para o fazer. E assim vamos continuar, à mercê das taras e manias de pessoas que nada têm a ver com o desporto. O nosso destino já não está nas nossas mãos. Esta sofrível espera arruína dia após dia o nosso futuro. E, qual cão sentado à porta de casa à espera do seu dono, aguardamos o osso da recompensa por bom comportamento. Terá o dono um osso para dar?
Arlindo Vieira - Colaborador da AA UMa