Portugal, estando no estado de crise profunda que se encontra atualmente, devia estar mais atento aos seus níveis de produtividade e à despesa pública. Mas pelos vistos, a ideia do nosso governo é um pouco diferente. Talvez tenham reparado que o período em que Portugal esteve mais vigoroso monetariamente foi no século XVI. Depois devem ter associado esta época em que fomos potência mundial com a dos descobrimentos, o século XVI foi o seu auge. Agora, em jeito de homenagem, parecem querer trazer de volta esses tempos em que Portugal tinha colónias. Primeiro tentam entrar sem permissão na Guiné Bissau, bem, talvez invadir seja o termo correto, e isto numa altura em que a nossa situação é quase insustentável. Como pode ter passado pela cabeça de alguém normal a entrada numa guerra quando a despesa bélica é ridiculamente alta. Para além do mais, ninguém pediu ajuda. A juntar a este espírito de conquista temos as rusgas efetuadas pelo ministério das finanças à nossa ilha. A Madeira apresentou a sua dívida à mais de um semestre, tem colaborado de tal modo que a dívida da Madeira e a portuguesa estão a ser pagas à parte pelos mesmos contribuintes madeirenses. Na minha opinião toda esta situação é ultrajante, se não querem que os madeirenses sejam portugueses, que assim seja. Pelo menos não teríamos de compactuar com as políticas de «aperto» do atual governo. Em todo este tempo os Açores ainda não revelaram a sua dívida, no entanto ainda ninguém lá foi fazer rusgas.

Tiago Neves, Colaborador AAUMa