No princípio dos anos cinquenta, os futebolistas Húngaros iniciaram uma série de modificações no jogo posicional do médio centro, que iriam revolucionar o futebol mundial. Os primeiros sinais dessa mudança iria manifestar-se nas novas posições dos atacantes, desenvolvimento lógico, uma vez que eram eles que teriam de se adaptar às novas condições para evitar a crescente supremacia das defesas. Nasce assim em 1958 o (Sistema GR+4+2+4). No início tratou-se apenas de converter o médio centro no armador de jogo de ataque de toda a equipa, em vez de mantê-lo apenas como mais um atacante. No memorável jogo em que a Hungria derrotou a Inglaterra por 6 a 3 no estádio de Wembley, e apenas um ano mais tarde em Budapeste, quando voltaram a vencer, desta vez por 7 a 1, os "experts" britânicos ficaram surpreendidos ao ver que os extremos magiares iniciavam todos os seus ataques por detrás dos seus avançados. No Campeonato do Mundo de 1958, na Suécia, já se perspectivava um novo desenvolvimento na formação da defesa, tendo os brasileiros utilizado uma táctica que iria marcar uma época. Como é fácil entender, o (Gr+4+2+4), tratava de quatro defesas, quatro avançados e dois médios volantes encarregados de construir e iniciar os ataques. Este é um sistema de jogo perfeitamente equilibrado, porque se concede a atenção necessária tanto à segurança defensiva, como à eficácia ofensiva. Em 1960 regressa novamente o (Gr+5+3+2) "Ferrolho" que foi utilizado em 1930 pela Suíça, mas desta vez recuperado pelos italianos com o nome de "Catenaccio". Em 1966 no Mundial de Inglaterra predomina o (Gr+4+3+3) aparecendo a designação de extremos aos jogadores mais adiantados nos corredores e em 1974 no Mundial da Alemanha impõe-se o (Gr+4+4+2) trazendo nova designação de médios alas aos médios exteriores e pontas de lança à dupla de avançados. A partir daí e até ao momento actual surgiram outras derivações estruturais possíveis, como: (Gr+4+2+3+1), (Gr+4+1+2+3) ou a distinção entre o (Gr+4+4+2) tradicional e em losango.

Eduardinho - Treinador