Pedro Melvill de Araújo Já não tenho dúvidas. Vivemos num país ridículo. Temos um acordo ortográfico ridículo, uma justiça ridícula de tão cega, uns políticos ridículos, uns procuradores ridículos, e umas autoridades que se tornam ridículas de tanto parecer ser! Li há poucos dias que a ASAE, grande autoridade neste país, fechou a cozinha do Palácio da Ajuda, no dia em que o Presidente da República ia oferecer um jantar ao Presidente da Polónia. Descobriram, nesse preciso dia, que a dita cozinha não tinha condições de higiene. Penso no risco que correram todos os convidados de almoços e jantares em dias anteriores, coitados! Ridículo. Ou então, alertados pelas notícias de falta de dinheiro do Sr. Presidente, foram averiguar a realidade do palácio presidencial. Ridículo! Como ridículo é o nome que resolveram dar à rusga da GNR às instalações da ex-SRES - cuba livre. Quem é cuba e quem é livre? Ridículo! Estamos num país sem rei nem roque, controlado por estrangeiros, e há uns pacóvios cá do burgo que resolvem enviar uma força de choque, recente na Ilha, só para demonstrarem que mandam em alguma coisa. Ridículo! Neste país ridículo, com gente ridícula nos comandos do estado, é talvez ridículo chamar-lhes tal nome, porque na realidade, ridículos somos todos nós que deixámos chegar a este ponto de ridicularia. É ridículo.