A dimensão de um Hospital determina-se em função da população abrangida e perspetiva do seu crescimento, das patologias gerais e dominantes e da área de intervenção. Em função destes dados, é criado um Programa Funcional, que vai ter em atenção as valências, a dimensão física do mesmo e o tipo de equipamentos. O Novo Hospital, elaborado pela DGIES/MS, foi para uma população entre 250 a 300 mil e não para uma população de um milhão. A necessidade de um Hospital destinado ao tratamento de doentes com patologia aguda, resulta da desadequação progressiva que nos últimos tempos se tem vindo a acentuar entre as capacidades de resposta das U. H. existentes e os requisitos exigidos à prestação de S. Saúde diferenciados, em condições tecnicamente adequadas. O Hospital Cruz de Carvalho está instalado num edifício que resulta de um projecto com décadas de existência e que não foi concebido para dar resposta cabal às necessidades da Região. Neste momento não tem capacidade para responder às constantes inovações tecnológicas, bem como das necessidades surgidas pelas novas especialidades. O Novo Hospital, terá um grande desenvolvimento em relação aos tratamentos em ambulatório e hospitalização de dia , e, preparado para a sua articulação com a comunidade. Deve estar implantado num terreno amplo que assegure uma envolvente, permitindo a criação de espaços verdes que ajudem a atenuar o impacto que uma Unidade deste tipo sempre provoca, e que assegure áreas de expansão. É fundamental a concentração dos Serviços, o que fará desaparecer muitos inconvenientes que a atual dispersão traz à sua funcionalidade. O que está em jogo é a vontade política e o financiamento. Tudo o resto é demagogia barata ou recuos táticos do CDS, que quer agora um « hospitalzinho» com um quarto da dimensão do projeto executado.

Dírio Ramos, Vereador do PCP na CMF