Está na moda relacionar tudo com a grave crise que se abateu sobre nós. Nalgumas situações, como na necessária redefinição da política de apoios desportivos na Madeira, a crise até dá jeito, mas melhor seria se se assumisse a verdadeira origem das coisas. Por ser um tema tão previsível, e por haver um infindável número de pessoas habilitadas a dar opinião com legitimidade, será pouco honesto falar em surpresa. No mínimo, há dez anos que qualquer agente desportivo de qualquer modalidade - presidentes, dirigentes, seccionistas, treinadores, atletas, professores destacados e destacados governantes - sabia que o regabofe dos apoios oficiais não poderia durar para sempre. E que fizeram eles, sobretudo os 'quadros' pagos e premiados para planear e gerir? Nada, que se saiba. Limitaram-se literalmente a passear à conta do "modelo expansionista", como agora simpaticamente o designou o novo secretário da Educação. Muito antes da crise e da 'troika, todos os intervenientes anteriores tiveram tempo e meios mais que suficientes para prepararem um 'phasing out' - ou o 'desmame' da dependência total dos subsídios. Pode dar-se o caso de alguém ter tentado fazê-lo, sendo logo intimidado pelos 'expansionistas'. É possível. Mas a principal conclusão a que se chega, agora, é que houve muita incompetência, muita gente a pactuar com esquemas. É bom ter memória e capacidade para 'puxar a fita atrás', porque a passagem pelas causas públicas não termina sempre com louvores automáticos ou com nomes perpetuados em escolas. Mas a semana finda não viveu apenas dos resquícios do expansionismo no desporto. O expansionismo de Jardim no PSD-Madeira também voltou a dar nas vistas, e a que não podemos alhear-nos, por força das repercussões directas das decisões daquele partido em toda a sociedade madeirense. Que dizer de um líder a arrastar as botas, que designa quem e como o devem substituir, que arrogantemente 'desconhece' adversários para logo a seguir ameaçar que volta a concorrer se o 'desconhecido' se candidatar? Que consideração tem este líder por pessoas que ele próprio escolhe, para depois desconsiderá-las ao insinuar que não têm arcaboiço para enfrentar outras alternativas? É óbvio que só pode enfraquecê-las. E não, não pode ser um equívoco, porque ele repete esse desrespeito há mais de 20 anos. Outra conclusão preocupante no PSD-M - e, por tabela, para os madeirenses - é o facto das alternativas que se desenham indiciarem uma 'obrigação' de albergar os esqueletos do jardinismo! Talvez seja de recordar que o respeito e a consideração são compatíveis com passos em frente, com mudanças, com novos nomes. Não há que ter remorsos: os 'expansionistas' ficaram todos muito bem da vida. Agora há que cuidar da vida de quem vai pagar o 'expansionismo'. Luís Miguel de Sousa, Empresário A inauguração do centro logístico Logislink comprova a visão, o sentido empresarial e o espírito de iniciativa do Grupo Sousa, que não tem complexos em interpretar e aproveitar as oportunidades do mercado madeirense. Cristiano Ronaldo, Jogador do Real Madrid Ontem à noite marcou o golo da vitória frente ao Barcelona, em Camp Nou, no exacto momento em que o Real Madrid necessitava dele. Protagoniza a viragem do futebol em Espanha, falta-lhe a Liga dos Campeões e o Euro'2012. Manuela Vieira, Desporto Escolar Para quando a compatibilização das virtudes do desporto escolar com a prioridade devida às aulas? Dotar os Barreiros com aquela arte e aquela moldura humana requer trabalho e dedicação. Mas quantos 'dormem' à sombra disso? Alberto João Jardim, Presidente do PSD-Madeira Continua a julgar-se insubstituível quando as evidências mostram o contrário. É de um mau gosto atroz voltar a desrespeitar colegas de partido e de governo: "Se for para ir a congresso, então avanço eu!" Os outros nunca valem nada? Jaime Freitas, Secretário regional da educação Foi preciso chegar alguém 'estranho' ao Desporto para encarar os problemas com frontalidade e responsabilidade. O que expõe a incompetência, o comodismo e o laxismo de uma série de parasitas que se penduraram no sector.