Sérgio P. Há por aí um apelo constante para que o BCE coloque mais moeda em circulação, ou em alternativa, mais moeda, através de um eventual défice comercial alemão. Ora, pedir aos alemães para criar défices na sua balança de pagamentos é o mesmo que estar a pedir aos alemães para perderem competitividade, aumentarem as importações e perderem poupança interna. Por isso, os países, as regiões, em vez de pedirem aos outros países que criem défices, deviam reduzir a saída de reservas nacionais (importando menos) por forma a baixar os preços internamente, e assim, fazer subir a sua competitividade, fomentar as exportações e a procura interna. É que, a Alemanha não está disposta a deparar-se com o dilema de Triffin: ou a Alemanha controla a sua economia, e equilibra o défice da sua balança comercial (que é o que está a fazer e por isso não vai em conversa pedinte) com a consequência de falta de liquidez, não havendo euros suficientes para os negócios externos, ou então perde-se a confiança no valor do euro porque ninguém acredita na estabilidade de uma moeda em que há um país motor da economia europeia (alemanha) com uma balança de bens e serviços crónicamente desiquilibrada só para satisfazer a incúria dos países do sul.