António V. Freitas Parece-me que o nosso Representante da República quer mudar a sua descrição de funções. Parece-me legítimo que ele tenha ambições para desempenhar um cargo de maior responsabilidade. Mas ele já tem grandes responsabilidades, no cargo que desempenha. Ainda por cima , ele aceitou o actual cargo sabendo as funções e responsabilidades que lhe seriam atribuídas, então qual é a legitimidade da sua reclamação? Portanto aqui vai uma sugestão - em vez de pensar no imediato, "ai, eu, eu, eu, eu ….. quero poder mandar"; (já temos outro governante que pensa assim de nome James Bond) porque não usar a sua inteligência e intelectualidade para ir pensando qual deveria de ser o modelo de governação mais apropriada para o futuro desta nossa bela ilha. O modelo actual est gasto e fora da actualidade - o povo não precisa de um presidente do governo regional e seis secretários quando só um toma as decisões, não precisa de não sei quantoas direcções regionais e equipoes com a capacidade de produtividade que tem, não precisa de uma Assembleia Regional Legislativa com 40 e tal deputados. O povo não precisa de tantas cidades (algumas do tamanho de uma aldeia em qualquer outra parte de Europa). O povo não precisa de tantos Concelhos, Vereadores de Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia todos com as suas equipas pagas com os nossos impostos. Todo o sistema actual apenas interessa aos partidos políticos e no caso da Madeira, a um partido político. Sugeria que o tempo do Sr. Representante da República fosse muito melhor aproveitado, criando uma proposta de um novo modelo de gestão e governação das Regiões Autónomas de Portugal, partindo de uma folha em branco. Ele já tem os contactos e influências junto das instâncias nacionais para conseguir apresentar as suas ideias. Este sim seria o maior serviço que o Sr. Representante podia fazer ao povo madeirense. Obviamente, ninguém vai recomendar que voltemos ao sistema de uma Junta Geral e um Governador.