Inflação Vs Desemprego O Euro está presente em 17 países da União Europeia, tornando deste modo a segunda maior moeda de reserva, bem como a segunda mais negociada no mundo depois do dólar dos Estados Unidos. Mas após a crise nos EUA em 2008, o euro ficou fragilizado. A moeda única pressupõe que os países que participam da União Monetária (UM) possuam um conjunto de regras para limitar o déficit anual de um país a 3% do produto interno bruto, e o total da dívida acumulada de 60% do PIB. As economias estáveis e modernas pautam-se por terem um baixo nível de inflação. Na UM altas taxas de inflação funcionam como um imposto e, teoricamente, desencoraja o investimento. Mesmo para aqueles que não tiveram macroeconomia, percebem logo que se não há investimento, não há nada para produzir e, por conseguinte, não se geram empregos. Assim sendo, a procura de trabalho diminui. Partindo do princípio que o número de pessoas activas mantém-se, então a oferta de trabalho mantém-se. Deste modo há desemprego. A diferença entre esta oferta e esta procura de trabalho representa o nível de desemprego existente, entendido como o número de pessoas que estariam dispostas a trabalhar ao salário real vigente, mas não encontram trabalho. Portanto, acho que nos momentos em que vivemos, uma alteração em limitar o déficit anual de um país a 3% do produto interno bruto, e o total da dívida acumulada de 60% do PIB, deveria de se tornar mais flexível, pois está desgastando as economias dos países do Euro, da Europa e, até, do Mundo.
Ruben Sousa, Colaborador da AUMa