No último Campeonato do Mundo de equipas de Ténis de Mesa, que decorreu entre 25 de Março e 1 de Abril de 2012, na Alemanha (Dortmund), as duas selecções portuguesas, constituídas por oito atletas e dois treinadores, contaram com os préstimos de quatro atletas e um treinador madeirenses (Ana Neves, Énio Mendes, Marcos Freitas, Mariana Gonçalves e o técnico Ricardo Faria), isto sem contar com a "nossa" Maria Xiao, o presidente da FPTM Mesa (Carlos León) e o fisioterapeuta (Rui Drumond). Extraordinário! Se tivermos em conta que os atletas e treinadores que participam neste tipo de eventos representam a qualidade máxima da nossa modalidade no nosso país, então devemos estar extremamente orgulhosos pelo trabalho desenvolvido no Ténis de Mesa ao longo dos últimos vinte anos, pois permitiu que estes agentes desportivos alcançassem tão elevado nível desportivo. Assim, para aqueles que continuam a apregoar que a política desportiva regional da RAM apenas provocou desgraças, fica aqui mais um registo que a mesma disponibilizou meios financeiros, instalações desportivas e recursos humanos especializados, que foram rentabilizados e potenciados pelas instituições e agentes desportivos do Ténis de Mesa e não só. Portanto, só podemos afirmar, valeu a pena todo o investimento que se fez nesta modalidade, em particular, já que os resultados assim o demonstram, quer a nível regional, nacional e internacional, assim como no desporto em geral. Contudo, temos conhecimento que nem tudo foi exemplar, algumas coisas podiam ter sido, eventualmente, evitadas. Todavia, não podemos nem devemos aceitar que cataloguem os agentes desportivos como esbanjadores de dinheiros públicos, pois a maioria das pessoas desconhece a realidade desportiva e do muito trabalho "invisível" que é necessário fazer para que as várias iniciativas tenham continuidade e visibilidade. Enfim, não basta ler as notícias para depois opinar. É preciso algo mais!
Juan Gonçalves, Presidente da ATMM