Cláudia Vanessa É com grande desagrado e muita revolta que recorro a este espaço. Não que a situação que se segue esteja directamente relacionada comigo, mas não consigo guardar este sentimento de impotência. Bem, no ano de 2007 uma familiar minha pensava contrair matrimónio, os noivos dirigiram-se ao Hotel Jardins d`Ajuda para marcarem então a festa da boda. Tudo certo, foi-lhes pedido uma caução no valor de 720euros, pago pela noiva, recibo passado em nome da noiva. Quis o destino que, por imprevisto da vida, o matrimónio não se pudesse realizar. A noiva, ex-noiva, dirigiu-se ao Hotel explicando a situação, muito atentos e compreensivos com a noiva, afinal o aviso de que tudo iria ser cancelado ocorreu com quatro meses de antecedência. Infelizmente o hotel disse que não podiam restituir esse valor, mas que ela ficaria com um recibo com o valor declaro e nesse mesmo recibo estaria uma nota a dizer que poderia realizar um outro invento no hotel, sem limite de tempo, sem datas marcadas, ficando inteiramente disponíveis para, posteriormente, agendarem esse evento. A ex-noiva lá foi de viagem, procurar uma vida melhor. O tempo passou, mas ela nada preocupada com aquela situação, pois não tinha pressa em usar aquele dinheiro, pois não tinha limite de tempo. Ao ser convidada para ser madrinha de um bebé sugeriu á mãe que fizessem lá a festa, descontado assim esse valor: Espanto total! Aquele recibo tinha passado a validade porque a pessoa que o passara já não trabalhava no hotel. Aquele recibo carimbado pelo hotel; assinado e sem data limite tinha passado a validade. (...) Finalmente a ex- noiva conheceu alguém e tiveram uma filha. " Ótima oportunidade para realizar o baptizado da criança naquele hotel" - pensam vocês. Errado! Hotel indisponível para conversar, mas deixando sempre no ar a ideia que não era impossível. O tempo passa, corre... a criança baptizou-se, com festa, mas noutro sitio. A melhor parte surge, quando farta de esperar uma resposta do proprietário do hotel, pede na recepção, em horário laboral, o livro de reclamações. Não podem dar, porque é para uso exclusivo dos clientes do hotel. (...) E tudo parece ficar na mesma, o proprietário alega que não tem registo nenhum daquela situação, mas existe um recibo, e é do hotel, recusa dar o livro de reclamações e parece tudo bem! Tudo bem? Não percam os próximos capítulos!