A modos de Portugal também a 'nação benfiquista', como Luís Filipe Vieira adjetivou, continua mergulhada numa crise. Até parece que uns funcionam a reboque dos outros, qual telepatia assim do género de 'vou levar-te comigo'. Depois de 'afastar' Rui Costa, o Benfica de Luís Filipe Vieira e de Jesus reuniram todas as condições para ganhar a Liga Portuguesa e fazer furor na liga milionária dos campeões, mas tudo se esfumou. Resta a Taça da Liga, uma competição que o Benfica ameaçou não participar mas que pode ser o único ramalhete a viajar para a vitrina da Luz, da mesma forma que a única boa noticia que o governo nos tem dado é que estamos a exportar mais. Com este país mergulhado numa crise profunda, o Benfica podia ter elevado o ego dos 6.000 milhões de portugueses, mas afinal não, para gáudio da troika ('leia-se' Porto, Braga e Sporting). Luís Filipe Vieira falhou, da mesma forma que falharam (quase)todos os primeiros-ministros que puseram Portugal à beira dos abismo, mas daí até ao ponto de José Veiga considerar 'o homem dos pneus' o "pior presidente na história do Benfica" vai uma grande diferença. Ou será que Vale e Azevedo não entra nas cogitações do ex-empresário FIFA? Depois do grande perdedor falemos de dois emblemas que fizeram sensação na liga portuguesa, independentemente da classificação final que venham a atingir: Sp. Braga e Marítimo, clubes e regiões com alguma 'ligação umbilical'. Depois dos jogadores Adão, Arlindo e Fernando Luís terem jogado em Braga, e do Sr. Camacho que foi dirigente maritimista e fundou na região o Sporting de Braga para disputar o 'Torneio Infantil' no saudoso Almirante Reis, também Leonardo Jardim vai fazendo sucesso na Cidade dos Arcebispos. Após evidentes sinais de retoma, Sporting e Nacional parecem ter 'ressuscitado' em tempo de Páscoa, ambos em destaque na última jornada. Um bom prenúncio para aguçar o apetite no confronto da próxima ronda.
Miguel Justino, Repórter