Sem olhos no presente, na intervenção urgente que importa ser feita para salvar a dignidade humana, a estabilidade social, o legítimo emprego e a economia geradora de prosperidade, há políticos em perfeito delírio à conta de um futuro incerto, como se até 2014 houvesse um intervalo destinado a ajustes de contas ou defesas da honra, sem custos, nem projectos. O PSD-M, eterno refém do seu líder histórico, tipifica a alienação. Sem estofo para enfrentar a austeridade, deixa de preocupar-se com o essencial e diverte-se a colar cromos na velha caderneta. A hora é de ressuscitar delfins, de recolher assinaturas e de liquidar aspirações, como se Jardim fosse de fiar, como se não sucedesse sempre a si próprio, como se não dividisse para reinar, pervertendo a normalidade num partido que só agora, quase 40 anos depois, começa a convencer-se de que nas próximas directas terá que escolher entre dois ou mais candidatos. Que escolha como quiser, de preferência um líder que honre compromissos, que não esconda dívidas, que não negue as evidências, que não fuja às responsabilidades e que não ofenda a inteligência de um povo que agora sofre por ser leal e honesto. Louvamos o despertar consciente para a mudança, embora não deixe de ser estranha a demorada maturidade democrática, agora exibida com tiques abomináveis, o pior dos quais usando e conspurcando o 'jornalismo' pago pelos contribuintes, posto ao serviço de campanhas difamatórias, atentatórias do bom nome e até dos valores cristãos. Sobre o PSD-M ou qualquer outro partido comprometido com a Madeira do futuro, o DIÁRIO deu, dá e dará notícias que valem enquanto tal, também elas susceptíveis de amanhã nada valerem, dada a incoerência dos habituais protagonistas da informação e o carácter efémero de tantas e reputadas certezas. Quantas vezes foi escrito com todas as letras e convicções que Jardim deixaria a liderança do partido? Consta que desde os anos oitenta do século passado essa é uma hipótese sucessivamente adiada, também ela responsável pelo desnorte, traições, amuos e medos que habitam no partido maioria. Com uma agravante: os madeirenses foram usados como escudo humano em jogos de poder que não garantiram a sua afirmação, sobrevivência e Autonomia. Miguel Albuquerque, militante do PSD Mais do que assumir a inevitável candidatura a líder, conseguiu agitar o seu acomodado partido. Convém é não esquecer que ainda é edil. Marcos Rosa, empresário Tem colocado a sua experiência na hotelaria e na restauração e os seus investimentos no sector ao serviço do Norte. Merecia mais promoção. Viale Moutinho, escritor Vai até à capital venezuelana levar à comunidade a cultura que tanta falta faz. Que deixe o gosto pela escrita e pela preservação da língua lusa. Duarte Gomes, árbitro Estará entre a elite da arbitragem no Euro'2012, pronto para honrar as origens. Em vez de ameaças, que tal valorizar quem ajuíza lances? Helena Jardim, Ex-candidata do PSN Deixou uma reflexão oportuna no regresso às nossas páginas, a de que as máquinas partidárias só servem para defender interesses pessoais.
Regresso ao futuro
Pela primeira vez o PSD-M começa a convencer-se que está obrigado a escolher