Maria Fernanda Barroca Em todo o mundo o dia 8 de Março é considerado o DIA MUNDIAL DA MULHER, só que as suas comemorações têm sido assumidas, em grande parte, pelos movimentos feministas, ditos "defensores das liberdades, leia-se libertinagens" das mulheres. A verdadeira igualdade é aquela que assenta no facto de tanto o homem como a mulher terem sido criados à imagem e semelhança de Deus. Importa também destacar que a dignidade da mulher não quer dizer superioridade. João Paulo II na sua Carta Apostólica sobre a dignidade da Mulher, faz notar que na linguagem bíblica o nome mulher indica identidade essencial com referência ao homem. No nº 4 da referida Carta Apostólica podemos ler: "…a mulher é a representante e o arquétipo de todo o género humano: representa a natureza humana que pertence a todos os seres humanos, quer homens, quer mulheres. Por outro lado o acontecimento de Nazaré põe em relevo uma forma de união com Deus vivo que apenas pertence à mulher, Maria: a união entre mãe e filho …" Isto que hoje nos parece muito claro e evidente, nem sempre foi assim. Platão chegou afirmar que a mulher não tinha alma; as vestais em Roma eram veneradas como divindades e entre os dois extremos situa-se a verdade. Foi com o Cristianismo que a mulher alcançou a sua dignidade. Diz S. Paulo que não há distinção entre homem e mulher; entre judeu ou grego; entre escravo ou homem livre - todos são filhos de Deus. Os movimentos feministas que eclodiram aquando da Revolução Francesa, e que pretendiam uma igualdade absoluta dos sexos, não tinham em conta as diferenciações do homem e da mulher quer na prática somática, quer na parte psíquica. Tomas More (século XV/XVI) que foi chanceler de Henrique VIII, foi dos primeiros que defendeu a emancipação da mulher, tendo feito com que as suas filhas estudassem línguas clássicas, filosofia e teologia, coisa reservada na época só aos rapazes, pois considerava que "as almas são iguais aos olhos de Deus". Só respeitando a verdadeira feminilidade é que a mulher pode atingir a plenitude da sua personalidade. As liberdades que lhes querem dar os movimentos feministas, não fazem mais do que aviltar a mulher reduzindo-a a uma «coisa», em vez de uma pessoa, comparável a um lenço kleenex - de usar e deitar fora.