Mesmo que por caridade cristã e imensa capacidade de perdão alguns seguidistas garantam que Jardim não faz mal a uma mosca, o certo é que o Presidente continua a revelar instintos perigosos. Numa só semana, exibiu-os sem dó, o suficiente para provocar algum recolher obrigatório, já que, por incrível que pareça, muitos dos sacrificados cidadãos preferem calar-se a partilhar na praça pública o roubo que se agudiza de direitos, de emprego e de saúde. Sem a mínima gratidão por quem lhe deu crédito, pagou favores, serviu jantares, abriu estradas e animou festas, teve a distinta lata de insinuar que se sentia aliviado por Lisboa passar a "aturar" aqueles que muitas vezes chamou à Quinta Vigia, mendigando milhões a mão amiga para que pudesse ter obras prontas a inaugurar, salários para evitar aflições e luxos para distribuir por quem sustenta a máquina do poder. Foi obrigado a emendar o disparate. Mas primeiro forçou o secretário do Plano e Finanças a dar explicações para o processo de pagamento. Depois, agradeceu aos credores incrédulos. Só que o verbo fácil levou-o a prevaricar no dia seguinte, com a ameaça de "matar" quem comprometer exequibilidade do orçamento, esquecendo-se das culpas que tem nesse capítulo. Embora menos grave, enquanto líder partidário também ameaça quem dividir o PSD-M e não pactuar numa solução consenso. Aceita ser mandatário de Passos Coelho, primeiro-ministro e, circunstancialmente, o mais importante dirigente nacional do partido, que na sua proposta global a apresentar no congresso deste mês não tem uma palavra sobre a Região e sobre a Autonomia. Jardim iludiu meia-dúzia ao assumir que se submeteu a esta humilhação, mais uma, em nome do "futuro da Madeira" e do "sentido de oportunidade". Na verdade, aceitou ser mandatário de Passos por outras razões. E a principal foi dar cabo de alguns egos locais próximos do líder nacional. E assim sobrevive o presidente da Madeira que já foi Autónoma. Até quando continuará a comportar-se de forma irresponsável, prática tolerada pela República e por quem a representa, mais interessada em zelar pelas regalias das galinhas poedeiras e de outras espécies protegidas? Fátima Lopes, Estilista Mantém uma presença decisiva no palco internacional que mais visibilidade dá aos criadores. Participar pela 3.ª vez consecutiva na 'Paris Fashion Week' prova que para a ilustre madeirense "não há impossíveis". João Rodrigues, Velejador Muitos merecem ser elogiados pelo bem sucedido Europeu de Vela na Região. A organização, os patrocinadores e os anónimos, todos se empenharam para dignificar o evento. Destaque para o nosso olímpico, anfitrião de elevada estima. Bruno Freitas, Director Regional de Turismo Não teve medo de assumir que os recursos disponíveis para a promoção de um destino, que se quer muito procurado todo o ano, não são os ideais. O desabafo valeu para já uma certeza: não há cortes nas verbas para o Turismo. António Trindade, Administrador de Porto Bay Porto Bay foi à BTL ganhar o prémio de 'melhor site hoteleiro'. Mas sobretudo apresentar diversos indicadores invejáveis. Com hotéis com 86% de ocupação, não admira que o Funchal tivesse sido em 2011 'A melhor autarquia para o Turismo' Jaime Freitas, Secretário Regional da Educação Contrariando a lógica vigente no estado de necessidade, a de que todos devem dar o máximo para compensar perdas, pede às escolas "serviços mínimos". Convém rever a matéria. A educação não se compadece de "meias soluções".