A 9 de Outubro do ano passado, os madeirenses e porto-santenses confiaram no CDS-PP para ser o principal Partido da Oposição. O resultado das eleições não agradou, naturalmente, ao PS que se viu ultrapassado e teve a pior votação de sempre. A escolha do povo, também não caiu bem ao PSD que, pela primeira vez, não teve o voto da maioria dos eleitores que foram votar. Estas circunstâncias trouxeram novas responsabilidades ao CDS que, desde logo, as assumiu, apresentando várias ideias e propostas para moralizar a vida política regional, dignificar o Parlamento e forçar o Governo Regional a alterar as suas políticas erradas que conduziram a Madeira à pré-falência e a um Plano de Resgate insustentável para a Região e insuportável para os cidadãos, famílias e empresas. Quisemos acabar com os inaceitáveis subsídios de reintegração e reformas vitalícias dos deputados, reduzir em 30% as verbas atribuídas aos partidos e criar nova Lei de Incompatibilidades. O PSD chumbou, mas ficou incomodado. Apresentámos um Plano alternativo ao Programa de Ajustamento Financeiro que o Governo Regional assinou com a República e que preconizava cortes nas despesas e nos desperdícios para não aumentar os impostos. O PSD não aceitou. E fomos para o terreno explicar as nossas propostas e ouvir e mobilizar os cidadãos e isso incomodou o PSD. Não estamos aqui para agradar ao poder; estamos aqui para exercer o mandato que nos foi conferido pelo povo, seja no Funchal ou em Lisboa, na defesa da Madeira e não na defesa dos interesses do PSD. Se o PSD pensou que o CDS iria ser igual ao PS, durante anos acomodado ao papel de principal partido da oposição, enganou-se redondamente. Podem atacar, mentir, deturpar, inventar, difamar, como fizeram nos últimos dias, que nós CDS não cedemos, nem nos encolhemos. Não temos medo. Habituem-se. Vão ter Alternativa!
José Manuel Rodrigues, Líder do CDS na Madeira